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Custos de produção a curto prazo: tabela resolvida com CMg, CTM e CVM

Exercício completo de custos a curto prazo: custo fixo, variável, total, médio e marginal, com tabela e interpretação das curvas.

A tabela de custos é um dos exercícios mais frequentes em microeconomia. Perceber de onde vem cada coluna e como se relacionam o custo marginal e os custos médios faz a diferença no exame. Valores ilustrativos.

Infografia com os pontos principais de: Custos de produção a curto prazo: tabela resolvida com CMg, CTM e CVM

Definições rápidas

  • Curto prazo: pelo menos um factor é fixo (por exemplo, a dimensão da fábrica).
  • CF: custo fixo, não depende de Q.
  • CV: custo variável, cresce com Q.
  • CT = CF + CV.
  • CMg = ΔCT/ΔQ: custo da última unidade.
  • CFM = CF/Q; CVM = CV/Q; CTM = CT/Q.

Os dados

Uma pequena padaria tem custo fixo de 100 (renda do forno, licenças) e custos variáveis conforme a quantidade de pães produzidos, em centenas por dia. Complete a tabela.

A tabela resolvida

Custos de curto prazo
QCFCVCTCMgCFMCVMCTM
01000100––––
11004014040100,040,0140,0
2100701703050,035,085,0
3100901902033,330,063,3
41001202203025,030,055,0
51001602604020,032,052,0
61002203206016,736,753,3

Exemplo de cálculo para Q = 4: CT = 100 + 120 = 220; CMg = 220 − 190 = 30; CTM = 220/4 = 55; CVM = 120/4 = 30; CFM = 100/4 = 25. Repare que CTM = CFM + CVM (55 = 25 + 30).

Como ler os resultados

  • CMg desce e depois sobe. Primeiro há ganhos de especialização; depois, com o forno fixo, cada trabalhador adicional acrescenta menos produto: é a lei dos rendimentos marginais decrescentes.
  • CFM só desce, porque o custo fixo se dilui por mais unidades.
  • CTM tem forma de U. O mínimo, 52, ocorre em Q = 5.
  • O CMg corta o CVM e o CTM nos respectivos mínimos. Em Q = 5 o CMg (40) está abaixo do CTM (52), que ainda desce; em Q = 6 o CMg (60) está acima do CTM (53,3), que já sobe.

Aplicação: quanto produzir?

Se a padaria vender cada centena de pães a 45 (concorrência perfeita), produz até onde P = CMg. Com P = 45, o CMg passa de 40 (Q = 5) para 60 (Q = 6): produz 5. Receita = 45 × 5 = 225; CT = 260; prejuízo de 35. Deve fechar? Não, no curto prazo: o CVM (32) é inferior ao preço, e a receita cobre os custos variáveis (225 contra 160) e ainda contribui 65 para os fixos. Fechando, perderia os 100 de custo fixo. É a regra do limiar de encerramento: P ≥ CVM mínimo.

Segundo exercício: encontrar o ponto de lucro máximo

Admita agora um preço de 55. Em Q = 4, CMg = 30 e P = 55: ainda compensa produzir mais. Em Q = 5, CMg = 40 < 55: compensa. Em Q = 6, CMg = 60 > 55: não compensa. Produz-se 5. Receita 275, CT 260, lucro de 15. Compare com Q = 4: receita 220, CT 220, lucro 0; e com Q = 6: receita 330, CT 320, lucro 10. O máximo é de facto em Q = 5. Este método de comparar P com CMg unidade a unidade é o que o examinador espera ver explicado.

Ligação à contabilidade

O custo fixo da economia corresponde, na contabilidade, a gastos que não variam com a actividade; o CV, aos gastos proporcionais. A lógica coincide com a de custos fixos e variáveis, mas em economia o foco é o custo marginal na decisão de produzir mais uma unidade. Veja também custos de curto e longo prazo.

Checklist para o exame

  1. Calcule primeiro CT e CMg a partir de CV e CF.
  2. Verifique que CTM = CFM + CVM.
  3. Marque o mínimo do CTM e do CVM e confirme que o CMg os corta.
  4. Para decidir, compare P com CMg e P com CVM.
  5. Distinga custo contabilístico de custo económico (que inclui custo de oportunidade).

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Perguntas frequentes

Porque o CMg corta o custo médio no mínimo?

Se o custo da unidade adicional é menor do que a média, a média desce; se é maior, sobe. O mínimo ocorre quando são iguais.

Custos afundados entram no CMg?

Não. Custos já incorridos e irrecuperáveis não influenciam a decisão marginal.

O que muda no longo prazo?

Todos os factores se tornam variáveis; deixa de haver custo fixo e analisam-se economias e deseconomias de escala.

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