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10 erros de contabilidade mais comuns nas pequenas empresas

Os 10 erros de contabilidade mais comuns em PME e como evitá-los: mistura de contas, atrasos, falta de documentos e mais.

Muitos problemas das pequenas empresas repetem-se de negócio para negócio. Conhecê-los é metade da solução, e quase todos podem ser evitados com rotinas simples e baratas.

Infografia com os pontos principais de: 10 erros de contabilidade mais comuns nas pequenas empresas

Os 10 erros e o que provocam

ErroConsequência típicaComo evitar
Misturar contas pessoais e da empresaResultados falsos, problemas fiscaisConta e cartão separados
Não guardar documentosCustos não aceites, multasArquivo digital mensal
Contabilidade só no fim do anoDecisões às cegas, corridasFecho mensal
Não reconciliar o bancoSaldos errados, pagamentos perdidosReconciliação mensal
Ignorar prazos fiscaisMultas e jurosCalendário fiscal com alertas
Facturas sem requisitos legaisFacturas rejeitadas ou custos não aceitesSoftware de facturação certificado
Confundir lucro com caixaFalta de dinheiro apesar de lucroPlano de tesouraria
Não controlar clientes em atrasoFalta de caixaLista de antiguidade e cobrança
Salários sem controlo de impostos e segurança socialDívidas e coimasFolha de salários processada correctamente
Não ler os relatóriosProblemas descobertos tardeReunião mensal de 30 minutos

Os três erros que mais custam

Misturar contas. Quando o sócio paga despesas pessoais com a conta da empresa, ou o contrário, ninguém sabe quanto a empresa realmente ganha. Veja misturar contas pessoais e da empresa.

Documentos em falta. Sem factura, uma despesa pode não ser aceite como custo e o imposto sobe. É difícil recuperar documentos passados meses.

Ignorar prazos. As multas por atraso são evitáveis; basta um calendário e alguém responsável.

Dois erros que merecem artigo próprio

Confundir lucro e dinheiro em caixa leva a retirar dividendos que a tesouraria não suporta. E não ter um plano de tesouraria impede de antecipar semanas difíceis.

Um exemplo concreto

Uma pequena loja paga a renda e algumas compras pessoais da sócia com a conta da empresa, sem documentos. No fim do ano, o contabilista não consegue classificar 18 movimentos. O resultado fica incerto, uma parte dos custos pode não ser aceite e as contas não são fiáveis para o banco. A solução é simples: um cartão pessoal para despesas pessoais, e um registo de levantamentos dos sócios com explicação. Exemplo ilustrativo.

Como evitar: rotina mínima

  • Rotina mensal fixa: documentos, bancos, fecho.
  • Arquivo digital organizado e nomeado.
  • Calendário fiscal com avisos antes do prazo.
  • Reunião periódica com o contabilista, mesmo curta.
  • Facturação em software adequado.
  • Separação clara de contas e levantamentos registados.

Por onde começar se tem pouco tempo

Não tente corrigir tudo de uma vez. Escolha, por esta ordem, três acções que dão mais retorno: separar as contas pessoais das da empresa, marcar uma data fixa mensal para entregar documentos ao contabilista, e pôr no calendário os prazos fiscais com alerta uma semana antes. Estas três medidas custam pouco, não exigem software e eliminam a maior parte dos erros da lista.

Depois, passe aos temas de gestão: reconciliar o banco, acompanhar clientes em atraso e ler o relatório mensal. Quando tudo isto estiver estável, faz sentido pensar em planeamento, como a tesouraria e o orçamento do ano seguinte.

Em Angola e em Portugal

Em Angola, alguns erros são agravados pela informalidade e pela circulação de numerário, o que dificulta a prova de despesas; confira se a sua actividade está correctamente formalizada (veja formalizar um negócio informal). Em Portugal, a comunicação de facturas e o cruzamento de dados tornam as falhas mais visíveis. Em ambos, as regras, os prazos e as coimas variam e mudam; confirme na lei em vigor.

Quanto custa um erro: um raciocínio simples

Suponha uma empresa que atrasa a entrega de uma declaração e paga multa e juros, que perde a dedução de duas facturas sem requisitos, e que passa três semanas a reconstituir um extracto por falta de reconciliação. Nenhum destes custos é enorme isoladamente, mas somados com o tempo da gerência e o stress, ultrapassam o custo de uma rotina mensal básica. A prevenção quase sempre sai mais barata do que a correcção, e dá uma vantagem adicional: informação fiável para decidir.

Faça este exercício com a sua empresa: liste os três erros mais prováveis, estime o custo de cada um (multa, tempo, oportunidade perdida) e compare com o custo da medida que o evita.

Checklist de autodiagnóstico

  • As contas pessoais e da empresa estão separadas?
  • Tenho todos os documentos dos últimos três meses?
  • Sei a data de fecho do último mês?
  • O banco bate com a contabilidade?
  • Tenho calendário fiscal e alguém responsável?
  • Sei quanto me devem os clientes e há quanto tempo?
  • Leio o relatório mensal?

Se respondeu “não” a três ou mais, comece pelas duas primeiras: separar contas e organizar documentos. Resolvem a maior parte do problema e custam muito pouco.

Quer ajuda com a contabilidade da sua empresa?

A Contas Organizadas faz o diagnóstico inicial e apresenta uma proposta escrita. Veja o pacote empresas ou peça uma proposta.

Perguntas frequentes

Qual o erro mais caro?

Normalmente os impostos e a falta de documentos, pelo risco de multas. Mas misturar contas é o mais comum e o mais difícil de corrigir depois.

Posso corrigir?

Sim, quase todos têm correcção, quanto mais cedo melhor. Peça apoio para regularizar com documentação e dentro das regras do seu país.

Preciso de contabilista desde o início?

É fortemente aconselhável, porque os erros iniciais são os que mais se repetem. Mesmo um apoio básico evita muitos problemas.

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